Ainda sobre o equipamento

Algumas pessoas têm me perguntado sobre que tipo de bicicleta deve ser usada, se levo a minha própria bike ou se alugo na viagem, e até mesmo como vamos transportar a bike até Paris.

Bom, sobre o modelo da bike, na verdade, não existe uma marca ou modelo específico, o que vamos precisar é de uma bicicleta própria para andar na terra, conhecida como mountain bike. Ela deve ter marcha, uma boa recomendação é um conjunto de 27 marchas. Essa é uma relação mínima para garantir um trajeto confortável, não esqueçam que esse é um trajeto que vai cruzar os Pirineus, e que além disso estaremos carregando em média 8kg extras.

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Essa é a minha magrela (eu sou a Sandra) e outro cuidado que temos que ter, é sobre o tamanho do quadro e a adequação dele à nossa estatura. É importante buscarmos lojas especializadas que possam fazer esse tipo de análise e indicar o quadro correto. No Rio de Janeiro eu recomendo a  Voight Sports que fica na Barra da Tijuca. Lá eles têm todo o equipamento necessário, além de profissionais preparados para realizar esses testes. Desconsiderar esse cuidado, é pedir para ter dores e estar sujeito à contusões por conta do desconforto sofrido durante os longos períodos pedalando.

Para esse tipo de trajeto, também é indispensável o amortecimento (no mínimo dianteiro). As descidas são longas, cansativas, e em alguns trechos bem sofridas, por isso um bom amortecimento vai ajudar a te deixar menos moído no fim do dia.

Sobre os pneus, já coloquei no meu outro post, e caso ainda não tenha visto, é só ler  A escolha do pneu 

Os Alforges, um capítulo à parte:

Quando o Gui foi instalar os alforges e resolvemos sair para fazer um teste (isso é fundamental), notamos que nossos pés “raspavam” no alforge. Claro que essa não é uma situação que iríamos suportar por 20 dias consecutivos.

Por outro lado, tudo havia sido instalada conforme as recomendações. O que fizemos no fim, foi :

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O Gui comprou duas varetas de aço e prendeu-as de forma a não deixar que os alforges corressem , ou batessem na estrutura da bicicleta. Nada complexo, apenas mediu o tamanho da barra, foi numa loja de materiais de construção comprar, e furou na estrutura já existente do alforge. Problema resolvido. Ficou excelente!

Levar ou alugar

Esse é um outro dilema. Nós estamos levando, mas sabemos que existem inúmeras empresas alugando bikes apropriadas nas cidades de onde se parte para fazer o Caminho. O que vai definir essa escolha, é o tipo de viagem que se espera fazer, ou seja, depois vão seguir para outros lugares, ou não, passa também se existe ou não a intenção de comprar uma bike lá fora, enfim…. No nosso caso, não íamos comprar lá fora, não estenderíamos a viagem, e também já tínhamos a bicicleta. Mas se tivéssemos num outro cenário, poderíamos tranquilamente optar em alugar. Ou seja, desde que consideradas as preocupações acima, alugar ou levar não muda o fim da história.

E já que vamos levar, como levar?

Lembrando que não vamos poder carregar nada às costas por 20 dias, mala bike, não é uma opção. Sendo assim, na ida, vamos buscar em lojas de bicicleta, uma caixa de papelão para embalar nossa bicicleta, e assim como os alforges, despachar na companhia aérea. No decorrer da viagem, contaremos a questão dos valores cobrados pela companhia aérea.

Para a volta, tentaremos também a opção de encontrar uma caixa de papelão, mas se não conseguirmos, vamos embalar em papel bolha e despachar normalmente.

 

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