Dia 6 – De Santo Domingo de La Calzada à Agés.

53Km – 5horas –  892m de elevação e muita emoção!

Santo Domingo é uma cidadezinha bem bacana para ficar, no post anterior, falamos um pouco do Albergue e abaixo alguma fotos que tiramos logo cedo – 7hr43min foi a hora da nossa saída.

Como não tinha café da manhã no Albergue, paramos na primeira padaria do Caminho para garantir os próximos quilômetros.

Agés era nosso desafio em trazermos nossa programação para dentro do planejado, saímos em direção à Grañon que fica 4,5km de Santo Domingo.

Logo depois encaramos a subida Viloria Este, Belorado, e a partir dali seguiríamos ao Alto de La Pedraja.

O dia começava a ficar mais frio, paramos para tomar um café, e sabíamos que pela frente íamos encontrar uma subida bem dura mais uma vez.

Interessante no Caminho é a quantidade de placas dizendo a quilometragem que falta até Santiago. Nenhum deles fecha a conta mas que alivia nosso psicológico alivia :). A diferença não é grande, mas a exatidão passa longe ! O fato é que segundo a placa, estávamos a 544km do nosso destino!

Seguimos então nosso Caminho, e não sabemos quando, nem como, mas quando demos conta, estávamos subindo a Serra pela “Carretera”.

Fica aqui um alerta, não subam por ali, foram momentos muito tensos, é uma via com muitos, mas muitos caminhões enormes, que passam em série, algo inimaginável! O acostamento é muito estreito, o vácuo dos caminhões fazem com que a bike fique completamente instável.

Enfim, não bastasse a inclinação de 6% numa subida de 7km, com vários caminhões passando colados com você, ainda enfrentamos uma serração por conta da virada do tempo e que durou até o fim do nosso trajeto.

Não havia outra opção, nenhuma saída de volta para o Caminho, o medo começando a tomar conta de mim, e ao mesmo tempo a certeza de que teria que ficar bem, concentrada e focada na estrada. A situação era bem ruim, mas tinha que seguir em frente. Mais uma vez o Gui foi fantástico, fez alguma paradas estratégicas para descansar, e me tranquilizar.

O que acontece numa hora dessas é que juntando o cansaço e a dificuldade da subida, seus braços começam a tremer e o desespero parece tomar conta do seu corpo e da sua mente. É preciso muito auto-controle para seguir em frente, e em segurança. Meu maior medo, era imaginar a descida com todos aqueles caminhões colados um no outro, e suas rodas gigantes usando o espaço que naquele momento considerava só meu, o acostamento.

Na hora imaginei uma descida da serra das Araras (sem acostamento e com pistas estreitas), mas Graças à Deus, essa descida não aconteceu, chegando ao topo, seguimos em pequenas subidas e descidas, mas nada que pudesse se equiparar à minha imaginação. Rendeu até uma foto 🙂

Chegamos à Algés, equacionamos nossa agenda, ficamos no Albergue Municipal da cidade pagamos 10 Euros, e tudo funcionou super bem, com em todos outros.

No almoço fomos no pequeno e acolhedor restaurante El Alquimista, onde os donos, quando não está brigando, passam horas explicando detalhadamente o preparo dos seus pratos, todos feitos na hora com legumes e verduras cortados à sua frente e tudo muito natural. Vale experimentar se for pernoitar na cidade. Na verdade ele é o ponto de encontro dessa pequena vila.

Boa noite e até amanhã se Deus quiser!

Mais um dia de agradecimento pelas Graças concedidas !
Sandra e Gui

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